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O que é o maleato de dexclorfeniramina e quando usá-lo?

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O maleato de dexclorfeniramina faz parte da composição de um dos remédios mais famosos no combate às alergias. Seu mecanismo de ação é um dos mais simples, já que a única ação dele é competir com a histamina pelos sítios dos receptores celulares H1 do corpo. Entenda mais sobre o seu funcionamento, para quais condições ele é indicado e quais suas limitações aqui no Afya Whitebook! 

O que é o medicamento? 

O maleato de dexclorfeniramina é um anti-histamínico amplamente utilizado no tratamento sintomático de doenças alérgicas. Pertence ao grupo dos anti-histamínicos H1 de primeira geração e atua reduzindo os efeitos da histamina liberada durante reações alérgicas. 

Seu mecanismo de ação baseia-se na competição com a histamina pelos receptores H1, diminuindo sintomas como prurido, espirros, coriza, lacrimejamento e lesões cutâneas associadas à resposta alérgica. 

Por atravessar a barreira hematoencefálica, o medicamento também apresenta efeito sedativo e ação anticolinérgica, características que influenciam diretamente suas limitações e cuidados de uso. 

Entenda melhor para quais situações o maleato de dexclorfeniramina pode ser utilizado e quais pontos merecem atenção na prática clínica. 

Apresentações: 

  • Comprimido simples de 2mg; 
  • Comprimido revestido de 2mg; 
  • Drágea de 6mg; 
  • Soluções orais de 2mg/5mL, em frascos de 100mL ou 120mL; 
  • Solução em gotas de 2,8mg/mL, em frascos com 20mL; 
  • Xarope de 2mg/5mL em frasco de 100mL. 

Quais são suas indicações de uso? O maleato de dexclorfeniramina é utilizado principalmente no controle sintomático de doenças alérgicas mediadas por histamina. 

Entre as principais indicações, estão: 

  • Rinite alérgica;  
  • Urticária;  
  • Conjuntivite alérgica;  
  • Dermatite atópica;  
  • Eczemas alérgicos;  
  • Reações cutâneas pruriginosas;  
  • Picadas de insetos;  
  • Reações alérgicas medicamentosas;  
  • Outras manifestações alérgicas responsivas a anti-histamínicos H1.  

Embora apresente benefício no controle sintomático, o medicamento não atua sobre a causa de base da alergia nem substitui medidas de controle ambiental ou tratamento etiológico quando necessário. 

E quais são seus cuidados e limitações? 

Por ser um anti-histamínico de primeira geração, o maleato de dexclorfeniramina apresenta maior potencial de sedação e efeitos anticolinérgicos quando comparado aos anti-histamínicos mais modernos. 

O medicamento é contraindicado em pacientes com: 

  • Hipersensibilidade aos componentes da fórmula;  
  • Uso concomitante de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs);  
  • Menores de 12 anos para algumas apresentações em comprimidos e drágeas;  
  • Menores de 6 anos em apresentações específicas;  
  • Menores de 2 anos em formulações líquidas.  

Também é importante ter cautela em pacientes com: 

  • Glaucoma, especialmente glaucoma de ângulo fechado;  
  • Hipertrofia prostática ou retenção urinária;  
  • Obstruções gastrointestinais;  
  • Úlcera péptica estenosante;  
  • Cardiopatias;  
  • Hipertensão arterial;  
  • Hipertireoidismo;  
  • Doenças respiratórias, como asma e DPOC;  
  • Epilepsia;  
  • Idosos, devido ao maior risco de sedação, confusão, retenção urinária e quedas.  

Outro ponto importante é o potencial de sonolência e prejuízo psicomotor. Por isso, recomenda-se orientar o paciente sobre cautela ao dirigir veículos, operar máquinas ou realizar atividades que exijam atenção. 

Além disso, o uso concomitante com álcool, benzodiazepínicos, opioides e outros depressores do sistema nervoso central pode potencializar sedação. 

Atletas também devem ser orientados quanto ao risco de interferência em exames antidoping, dependendo do contexto esportivo e da formulação utilizada. 

Reações adversas mais comuns 

Os principais efeitos adversos estão relacionados à ação anticolinérgica e ao efeito sedativo do medicamento, incluindo: 

  • Sonolência;  
  • Boca seca;  
  • Tontura;  
  • Visão turva;  
  • Constipação;  
  • Retenção urinária;  
  • Náuseas;  
  • Redução da atenção e do tempo de reação.  

Em crianças, ocasionalmente podem ocorrer reações paradoxais, como irritabilidade, agitação ou insônia. 

Do consultório à prática médica 

Paciente feminina, 26 anos, procura atendimento com queixa de espirros, prurido nasal, coriza hialina e lacrimejamento após contato com poeira durante limpeza doméstica. Nega febre, secreção purulenta ou sintomas infecciosos. 

Após avaliação clínica, o quadro é compatível com rinite alérgica. 

Conduta: o maleato de dexclorfeniramina pode ser considerado para controle sintomático, especialmente em situações agudas de prurido e coriza. Também é importante orientar medidas de controle ambiental e alertar sobre possível sonolência associada ao medicamento. 

Dica de revisão: embora eficaz no controle rápido dos sintomas alérgicos, o maleato de dexclorfeniramina possui maior potencial sedativo quando comparado aos anti-histamínicos de segunda geração. Por isso, perfil do paciente, rotina diária e risco de efeitos anticolinérgicos devem ser considerados antes da prescrição. 

Maleato de dexclorfeniramina no fluxo de prescrição com o Afya Whitebook 

Mesmo sendo um medicamento amplamente conhecido, o uso do maleato de dexclorfeniramina envolve detalhes importantes relacionados à faixa etária, apresentações disponíveis, efeitos sedativos e contraindicações. 

No Afya Whitebook, essas informações ficam organizadas para consulta rápida durante a prática clínica. O profissional consegue revisar doses, restrições por idade, cuidados em populações especiais, principais efeitos adversos e orientações de segurança sem precisar recorrer a múltiplas fontes. 

Isso é especialmente útil em cenários ambulatoriais e pediátricos, nos quais anti-histamínicos são frequentemente prescritos. 

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