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Sulfametoxazol + Trimetoprima: o que é e para que serve o medicamento?

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A combinação sulfametoxazol + trimetoprima junta duas medicações em uma e é comumente usada para o tratamento de diversos tipos de infecção. O mecanismo de ação do uso dos dois medicamentos combinados acontece da forma a seguir e está disponível no Afya Whitebook! 

O sulfatometoxazol interfere na síntese e no crescimento do ácido fólico bacteriano, por inibir a formação de ácido di-hidrofólico a partir do ácido paraminobenzoico.  

Já a trimetoprima inibe a di-hidrofolato redutase, impedindo a redução do ácido di-hidrofólico a tetra-hidrofolato, o que resulta na inibição sequencial de enzimas da via do ácido fólico. 

Entenda mais sobre como os medicamentos funcionam, qual seu objetivo e quais limitações e cuidados a se ter no uso destas medicações. 

O que é a combinação de sulfametoxazol + trimetoprima? 

Os medicamentos estão dentro da classe dos antifolatos, que são uma subdivisão dentro da classe dos medicamentos antimicrobianos. Ela possui poucas alternativas de apresentação, sendo elas: 

  • Comprimido de 400mg + 80mg ou 800mg + 160mg; 
  • Suspensão oral em diversos formatos de dosagem e frascos; 
  • Solução injetável de 80mg/ml + 16mg/ml em uma ampola de 5ml. 

Quais são suas indicações de uso? 

sulfametoxazol + trimetoprima são usados em diversas infecções, doenças e inflamações causadas por bactérias, sendo eles: 

  • Bacterriúria assintomática

Se define pela presença de bactérias de cultura positiva detectadas na urina, com ausência de sintomas e só deve ser tratada em gestantes e pacientes que serão submetidos a procedimentos urológicos. 

  • Cistite

Infecção de trato urinário baixo, que é comum em mulheres. 

  • Pielonefrite aguda 

Uma infecção do rim ou do trato urinário superior, também mais comum em mulheres. 

  • Prostatite bacteriana

Essa é uma infecção prostática pela ascensão de bactérias pela uretra, que pode evoluir com quadros de orquiepididimite. 

  • Coqueluche

Doença infecciosa aguda do trato respiratório, especificamente na traqueia e brônquios. Possui alta transmissibilidade e sua distribuição é universal. Seu principal sintoma é a tosse paroxística, popularmente conhecido como as crises de tosse seca. 

  • Derrame pleural parapneumônico e empiema

É um derrame pleural purulento decorrente de infecção bacteriana, complicação comum em quadros de pneumonia. 

  • Exacerbação aguda de fibrose cística

São exacerbações pulmonares agudas de pacientes que portam fibrose císticas, que costumam ser causadas por infecções bacterianas. 

  • Exacerbação infecciosa de DPOC

Infecções de vias aéreas inferiores em pacientes que possuem doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC, que é caracterizada pela dispneia, escarro purulento e em maior volume. 

  • Gastroenterite

Infecção intestinal com amplo diagnóstico diferencial etiológico, cujos quadros graves costumam ser decorrentes de infecção bacteriana. 

  •  Furúnculo e carbúnculo

São infecções de pele de etiologia estafilocócica, que formam coleções purulentas que costumam requerer drenagem. 

  • Abscesso cerebral; 
  • Abscesso perirretal; 
  • Infecção em ferida operatória; 
  • Infecção em ferida pós-trauma; 
  • Cancroide; 
  • Gonorreia; 
  • Nocardiose; 
  • Pneumocistose; 
  • Pneumonia hospitalar; 
  • Outras infecções causadas por microrganismos sensíveis à combinação do sulfametoxazol – trimetoprima. 

E quais os cuidados a se tomar? 

Apesar da ampla variedade de doenças e infecções que podem ser tratadas pelos medicamentos, eles são contraindicados para quem possui hipersensibilidade aos componentes às sulfonamidas. 

Além disso, não é possível usá-los de maneira concomitante à Dofetilida ou em pacientes com insuficiência renal grave, com depuração de creatinina menor que 15ml/minuto. 

Por fim, o sulfametoxazol com a trimetoprima não é indicado para pacientes hepatopatas ou <6 semanas de vida. 

Do consultório à prática médica 

Caso clínico — indicação de Bactrim em infecção de pele 

Homem, 32 anos, previamente hígido, procura atendimento por lesão dolorosa em coxa direita há 4 dias. Relata início como “espinha”, com piora progressiva, aumento de volume e saída de secreção purulenta. Refere febre baixa no dia anterior. 

Exame físico: 

  • Temperatura: 37,9 °C 
  • FC: 96 bpm 
  • Lesão eritematosa de 5 cm em face medial da coxa 
  • Área central flutuante com drenagem purulenta 
  • Dor local importante 
  • Sem crepitação 
  • Sem sinais sistêmicos graves 

Diagnóstico provável: 

  • Abscesso cutâneo com suspeita de infecção por CA-MRSA (MRSA comunitário). 

 

  1. Medida principal: 
  • Incisão e drenagem do abscesso. 
  1. Antibiótico indicado neste cenário: 
  • Bactrim 800/160 mg: 
  • 1–2 comprimidos VO 12/12h 
  • geralmente por 5–7 dias. 

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