O cloridrato de prometazina é um anti-histamínico H1 de primeira geração, derivado das fenotiazinas, com ação antialérgica, sedativa, antiemética, anticinetótica e anticolinérgica.
Pode ser utilizado em quadros alérgicos, como urticária, prurido, rinite e reações de hipersensibilidade, além de náuseas, vômitos e cinetose. Também aparece em contextos de pré-medicação anestésica e como adjuvante em algumas estratégias analgésicas.
O efeito sedativo é um dos pontos centrais da prescrição. Ele pode ser útil em determinados cenários, mas exige atenção ao perfil do paciente, às comorbidades e ao uso concomitante de outros depressores do sistema nervoso central.
Cloridrato de prometazina em 1 minuto
O cloridrato de prometazina é um anti-histamínico sistêmico com ação antialérgica, sedativa, antiemética e anticolinérgica. Pode ser utilizado em quadros alérgicos, náuseas, vômitos, cinetose e pré-medicação anestésica.
Classe: anti-histamínico de primeira geração.
Mecanismo de ação: antagonista competitivo dos receptores H1 da histamina. Atua no sistema nervoso central e periférico, produzindo efeitos anti-histamínicos, sedativos, antieméticos e anticolinérgicos.
Apresentações: solução injetável 25 mg/mL (ampola de 2 mL) e comprimido revestido 25 mg.
Receituário: receita simples.
Usos descritos: urticária, prurido, rinite alérgica, reações de hipersensibilidade, cinetose, náuseas e vômitos, pré-medicação anestésica e potencialização de analgésicos em situações selecionadas.
Principais cuidados antes de prescrever Cloridrato de Prometazina
Antes de prescrever prometazina, o médico deve revisar principalmente o risco de sedação, os efeitos anticolinérgicos e as condições clínicas que podem aumentar a chance de eventos adversos.
Sonolência e sedação: podem comprometer atenção, reflexos, capacidade de dirigir veículos e realizar atividades que exigem vigilância.
Efeitos anticolinérgicos: boca seca, visão turva, constipação intestinal e retenção urinária podem ocorrer, especialmente em pacientes mais suscetíveis.
Uso em idosos: exige cautela pelo maior risco de sedação excessiva, confusão, quedas, delirium e efeitos anticolinérgicos. O medicamento é considerado potencialmente inadequado para muitos idosos segundo critérios internacionais de prescrição segura.
Glaucoma de ângulo fechado: a atividade anticolinérgica pode agravar o quadro.
Retenção urinária e hiperplasia prostática: o uso requer atenção em pacientes com predisposição à dificuldade de esvaziamento vesical.
Depressão respiratória: avaliar cuidadosamente pacientes com doença pulmonar, apneia do sono ou outras condições associadas ao comprometimento respiratório.
Associação com depressores do sistema nervoso central: álcool, opioides, benzodiazepínicos, hipnóticos e outros sedativos podem potencializar a sedação e a depressão do SNC.
Reações extrapiramidais: embora incomuns, podem ocorrer distonia aguda, acatisia e outros sintomas extrapiramidais, especialmente em pacientes jovens, em doses elevadas ou em associação com medicamentos que bloqueiam receptores dopaminérgicos.
Epilepsia: a prometazina pode reduzir o limiar convulsivo.
Administração parenteral: a administração intravenosa exige cuidado devido ao risco de irritação vascular, extravasamento e lesão tecidual grave.
Gestação e lactação: o uso deve ser individualizado, considerando riscos e benefícios clínicos. Durante a lactação, a sedação do lactente deve ser considerada na avaliação terapêutica.
Pediatria: é contraindicada em menores de 2 anos devido ao risco de depressão respiratória potencialmente fatal.
Prometazina em um quadro alérgico com prurido
Um paciente procura atendimento com urticária aguda e prurido intenso, especialmente durante a noite. Em alguns casos, o desconforto causado pela coceira é mais limitante do que as próprias lesões cutâneas e interfere diretamente no repouso.
Após a avaliação clínica, a prometazina pode ser considerada quando o controle dos sintomas alérgicos e o efeito sedativo esperado estão alinhados às necessidades do paciente. Nesse cenário, a ação anti-histamínica ajuda no manejo do prurido, enquanto a sedação pode contribuir quando os sintomas prejudicam o sono.
A prescrição deve considerar idade, risco de sedação excessiva, uso de álcool ou outros depressores do SNC, histórico de retenção urinária, glaucoma, condições respiratórias e risco de quedas.
A decisão torna-se mais segura quando a indicação é analisada em conjunto com o perfil do paciente e os efeitos esperados do medicamento.
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