As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de mortalidade global. Dentro desse cenário, a cardiomiopatia hipertrófica (CMH) se destaca por estar associada a risco aumentado de morte súbita cardíaca (MSC), especialmente em determinados subgrupos de pacientes.
Nesse contexto, ferramentas de estratificação de risco, como o HCM-Risk SCD, são fundamentais para orientar decisões clínicas, particularmente a indicação de cardiodesfibrilador implantável (CDI) para prevenção primária.
O CDI é capaz de reconhecer e tratar automaticamente arritmias ventriculares malignas, reduzindo de forma significativa o risco de morte súbita em pacientes selecionados. No entanto, sua indicação deve ser criteriosa, considerando riscos, benefícios e impacto na qualidade de vida.
A decisão de implantar um CDI em paciente com CMH deve levar em conta diversos pontos. É nesse ponto que o Afya Whitebook entra para facilitar a rotina médica.
Oferecendo o questionário com todas as informações necessárias para resolver o cálculo, você terá em mãos o percentual de risco de um paciente, assim como indicações do que fazer.
Veja a seguir mais informações sobre o cálculo e como fazê-lo de maneira ágil e acurada com o Afya Whitebook!
O que é a estratificação de morte súbita?
Uma ferramenta baseada na calculadora que avalia o risco de morte súbita cardíaca em 5 anos em pacientes com CMH, criada pela Sociedade Europeia de Cardiologia (European Society of Cardiology).
Quando usar a calculadora?
A ferramenta é indicada para estratificação de risco em pacientes com cardiomiopatia hipertrófica, especialmente para auxiliar na decisão sobre implante de CDI para prevenção primária.
Ela é recomendada nas diretrizes da ESC como parte da avaliação sistemática desses pacientes.
Cuidados e limitações no uso do cálculo
A estratificação de morte súbita possui algumas limitações importantes. O teste não pode ser feito em todos os tipos de paciente. Por exemplo:
- Pacientes pediátricos, abaixo dos 16 anos de idade;
- Atletas de elite/alta performance;
- Pacientes com cardiomiopatia hipertrófica associada a doenças metabólicas como a Doença de Anderson-Fabry ou síndromes como a de Noonan;
- Pacientes com histórico de morte súbita cardíaca abortada ou arritmia ventricular sustentada. Estes devem ser tratados com CDI para prevenção secundária;
Fora estas exclusões, também é importante usar a calculadora de maneira cautelosa ao tratar pacientes que tenham espessura máxima da parede ventricular esquerda maior ou igual que 35mm.
Como calcular a estratificação de morte súbita (HCM Risk)?
Para fazer o cálculo, é necessário responder a um questionário com informações de exame e histórico do paciente. As perguntas são:
- Idade do paciente;
- Espessura máxima da parede do VE, em milímetros (mm);
- Tamanho do átrio esquerdo, também em milímetros;
- Gradiente máximo de trato de saída do VE, em mmHg;
- Há histórico familiar de morte súbita cardíaca?
- TV não sustentada?
- Houve síncope inexplicável?
De acordo com a afirmativa às perguntas do final e os resultados dos exames, é possível fazer uma estimativa percentual do risco de morte súbita cardíaca do paciente nos próximos cinco anos.
Embora não seja impossível fazer o cálculo percentual na mão, é mais preciso usar ferramentas como o Afya Whitebook te poupam de toda a matemática necessária. Ou seja, você poderá focar em indicar o tratamento adequado, ao invés de se perder em fórmulas.
Como fazer o cálculo no Afya Whitebook?
- Cadastre-se no Afya Whitebook;
- Acesse seu novo cadastro e vá para Calculadoras e Escores, na seção Geral;
- Busque por estratificação de morte súbita;
- A calculadora de estratificação de morte súbita (HCM-Risk) também está disponível na lista de escores clínicos;
- Responda às perguntas de acordo com as informações e exames feitos no paciente;
- Depois das respostas, o Afya Whitebook mostra o percentual do risco de morte súbita cardíaca em 5 anos.
Como interpretar os resultados?
Existem três interpretações possíveis para o resultado do teste de estratificação de morte súbita (HCM-Risk). São eles:
- < 4% em 5 anos: CDI geralmente não indicado
- 4–6%: considerar CDI (decisão individualizada)
- > 6%: CDI deve ser considerado
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