Rinite alérgica e urticária estão entre as condições mais frequentes da prática pediátrica. Em muitos desses casos, os anti-histamínicos entram como parte importante do controle sintomático, especialmente para prurido, espirros, coriza e desconforto cutâneo. No entanto, mesmo sendo medicamentos bastante familiares na rotina do pediatra, eles também exigem atenção à faixa etária, ao perfil de efeitos adversos e ao limite seguro de dose diária.
Para o médico jovem, esse é um ponto importante: prescrever bem não significa apenas escolher o nome do remédio, mas saber qual anti-histamínico faz mais sentido para aquele cenário clínico, em que dose usar e quando evitar excessos. Isso é ainda mais relevante em pediatria, em que pequenas variações de idade, formulação e dose podem mudar bastante a segurança da prescrição.
Onde esses medicamentos aparecem na prática
Na rinite alérgica, os anti-histamínicos H1 são opção de primeira linha para alívio dos sintomas da fase imediata, embora tenham pouco efeito sobre a obstrução nasal. Já nos quadros de urticária, os anti-histamínicos de segunda geração são os preferidos por serem mais modernos, eficazes e melhor tolerados.
Os de primeira geração não são a melhor escolha rotineira para urticária, por atravessarem a barreira hematoencefálica e estarem associados a mais efeitos adversos.
O principal ponto para o médico jovem
Na correria do ambulatório ou do pronto atendimento, é fácil olhar o anti-histamínico como “medicação simples”. Mas esse é justamente o erro mais comum. O risco costuma estar em três pontos:
- usar dose acima do recomendado em 24 horas
- repetir prescrição sem revisar a apresentação do produto
- escolher fármacos mais sedativos quando isso não é necessário
Na prática, vale sempre conferir idade, concentração, frequência de uso e dose máxima diária.
Neste post reunimos as doses máximas recomendadas desses medicamentos para facilitar a consulta rápida.
- Loratadina (imagem: criança com rinorreia clara e espirros – rinite alérgica)
Dose máxima via oral: 10 mg/dia
- Desloratadina
Dose máxima via oral: 5 mg/dia
- Cetirizina
Dose máxima via oral: 10 mg/dia
- Dexclorfeniramina
Dose máxima via oral: 0,35 mg/kg/dia ou 12 mg/dia, o que for menor;
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