A fórmula de Parkland pode até parecer simples na teoria, mas quando o cenário envolve uma criança com queimaduras graves, tudo ganha um peso diferente. Nessas horas, lembrar o cálculo correto e entender como adaptá-lo para pacientes pediátricos é o que vai definir, em grande parte, o tratamento adequado.
Para quem está começando a encarar situações reais no pronto-socorro ou nos plantões da pediatria, é normal bater aquela dúvida.
Esse texto é para te ajudar a responder tudo isso com segurança. Vamos mostrar como aplicar a fórmula de Parkland em crianças e quais os cuidados essenciais nesse tipo de atendimento.
E se no meio do plantão a dúvida apertar, contar com o apoio de ferramentas como o Afya Whitebook pode ser tudo o que você precisa para uma rotina mais leve. Ele ajuda com tabelas, referências rápidas e cálculos automáticos que salvam tempo em muitos atendimentos.
O que é a Fórmula de Parkland Infantil?
A fórmula de Parkland é usada para calcular a reposição volêmica nas primeiras 24 horas após uma queimadura grave. Em pediatria, o cálculo é feito com 3 mL de cristaloide por quilo de peso, multiplicado pela superfície corporal queimada (SCQ). Queimaduras de primeiro grau não entram na conta.
Fórmula: 3 mL × peso (kg) × % da SCQ
O volume total deve ser dividido em duas etapas: metade nas primeiras 8 horas após a queimadura e a outra metade nas 16 horas seguintes. Vale lembrar que o tempo começa a contar a partir do momento da lesão, e não da chegada ao hospital. Se o atendimento ocorrer duas horas após o acidente, o volume das próximas 6 horas precisa compensar esse tempo já decorrido.
Como a SCQ pediátrica varia conforme a idade, é fundamental usar tabelas específicas. O Afya Whitebook ajuda nisso com ferramentas práticas e rápidas de consulta durante o atendimento.
Quando usar a fórmula em pediatria
A fórmula de Parkland não é indicada em todos os casos. Ela deve ser aplicada em situações específicas. Veja a seguir:
- Queimaduras de espessura parcial ou total (segundo grau profundo e terceiro grau)
- Lesões que envolvem 10% ou mais da SCQ
- Casos de instabilidade clínica ou desidratação após a lesão
- Situações em que o atendimento inicial foi adiado ou incompleto
- Transferência de unidade sem controle claro da hidratação já iniciada
Além desses critérios, o acompanhamento clínico deve ser constante. Crianças têm metabolismo mais acelerado, perdem mais líquidos proporcionalmente e podem descompensar rapidamente. Mesmo em queimaduras aparentemente menores, a vigilância deve ser ativa.
Como aplicar a fórmula de Parkland em crianças
Saber aplicar a fórmula com atenção aos detalhes é só o ponto de partida.
O cálculo é feito com base no peso real da criança e na SCQ estimada com tabelas apropriadas. Se não for possível pesar no momento, vale usar estimativas por idade, sempre com registro claro para reavaliação posterior.
Após calcular o volume total de reposição, metade deve ser administrada nas primeiras 8 horas a partir do momento da queimadura, e o restante nas 16 horas seguintes. O ideal é usar soro fisiológico 0,9%.
Durante a hidratação, é indispensável observar a resposta clínica. Diurese adequada (1 mL/kg/h), perfusão, pressão arterial e frequência cardíaca ajudam a orientar ajustes. Sinais de sobrecarga, como taquicardia desproporcional, desconforto respiratório ou edema, também precisam ser acompanhados.
Esse cálculo orienta a conduta inicial, mas a avaliação contínua é o que garante segurança no cuidado.
Plantão mais seguro: aplicando a fórmula de Parkland com o Afya Whitebook
A fórmula de Parkland orienta o início da reposição volêmica. E dentro do Afya Whitebook, você encontra toda orientação para aplicar esse cálculo com segurança: tabelas prontas de SCQ por faixa etária, cálculo automático da reposição, orientação clara sobre a administração dos fluidos e muito mais.
Mas o cuidado com crianças queimadas vai além do cálculo. O manejo clínico completo envolve hidratação, controle da dor, tratamento das feridas e suporte medicamentoso sempre que necessário.
Veja os principais pontos que o Afya Whitebook traz para auxiliar nessa abordagem:
Dieta e hidratação: sempre que possível, manter a dieta oral adequada à idade. A hidratação venosa segue o cálculo da fórmula (3 mL/kg × SCQ), com metade do volume nas primeiras 8 horas e o restante nas 16 horas seguintes, preferencialmente com SF 0,9%.
Tratamento farmacológico: O uso de antimicrobianos tópicos, como a sulfadiazina de prata, é indicado para cobrir as feridas com curativo oclusivo, trocado diariamente até a reepitelização completa.
Controle da dor: Em casos de dor intensa, analgésicos opioides como morfina ou fentanil podem ser usados de forma segura, respeitando as doses por peso. Para dores leves ou febre, opções como paracetamol ou dipirona são comuns, sempre respeitando os limites de dose diária.
Tratamento de náuseas e vômitos: Antieméticos como ondansetrona ou bromoprida podem ser indicados conforme a necessidade, com doses ajustadas por faixa etária e peso.
Essas condutas fazem parte de um cuidado mais amplo e integrado, onde cada detalhe importa. Ter acesso rápido a essas informações, com prescrição segura e adaptada ao perfil pediátrico, é um diferencial. E é exatamente esse tipo de suporte que o Afya Whitebook oferece no dia a dia clínico.
Cuidados no cálculo e na aplicação
Na rotina do plantão, alguns erros podem passar despercebidos. Estimar mal a SCQ, por exemplo, pode levar a volumes de reposição inadequados, tanto para mais quanto para menos. É essencial usar tabelas específicas para idade e revisar o dado sempre que possível.
O tempo da lesão também precisa ser bem documentado, já que ele define o ritmo de reposição nas primeiras horas. Contar a partir do horário errado compromete o cálculo.
Por fim, o acompanhamento é indispensável. O volume calculado é um ponto de partida, mas a resposta clínica é o que vai ditar os ajustes. Observar sinais de perfusão, diurese e possíveis efeitos de sobrecarga é parte fundamental da boa prática médica nesse contexto.
Se você quer ter esses dados sempre à mão com tabelas, guias de conduta, doses pediátricas e recursos que realmente ajudam no plantão, o Afya Whitebook pode ser um ótimo aliado. Vale a pena explorar a ferramenta e entender como ela pode apoiar seu raciocínio clínico.