Poucos estágios exigem tanto da escuta, da presença e do emocional quanto o internato em Saúde Mental. Não é só uma questão de conhecimento técnico, mas de saber estar ali, com o outro, sem pressa e sem julgamento. É comum sair de um plantão mexido, cheio de perguntas e com a sensação de que nada é preto no branco. E está tudo bem sentir isso.
Nesse cenário, onde cada caso envolve histórias complexas e decisões delicadas, ter apoio faz diferença. Isso vale para o cuidado com o paciente e também para você, que está aprendendo, errando, acertando e tentando dar conta.
Neste conteúdo, vamos falar sobre os desafios mais comuns do internato em Saúde Mental, o que costuma acontecer na prática e como o Afya Whitebook pode te ajudar a caminhar com mais segurança.
O que é o internato em Saúde Mental?
Você chega para o primeiro dia e, diferente de outros estágios, não tem um arsenal de exames, procedimentos ou protocolos para seguir logo de cara. O cenário é outro: uma sala simples, pacientes em roda, alguns em silêncio, outros contando histórias partidas, difíceis de organizar. Tudo parece meio suspenso. A escuta aqui é o principal instrumento.
O internato em Saúde Mental costuma acontecer nos últimos anos do curso de Medicina, em serviços como CAPS, enfermarias psiquiátricas, ambulatórios ou unidades de urgência. O foco é o acompanhamento de pessoas em sofrimento psíquico, com transtornos mentais em diferentes níveis de gravidade.
O papel do estudante vai muito além de preencher fichas ou assistir consultas. É observar, ouvir, conversar, fazer parte do processo terapêutico e entender como cada detalhe importa.
É um estágio que mexe. Porque obriga a sair das respostas prontas e a lidar com o incômodo de não controlar tudo. Porque exige paciência, empatia e disposição para estar com o outro, mesmo quando o outro está em crise.
E também porque coloca o interno diante de dores profundas, como o sofrimento psíquico intenso, situações de vulnerabilidade social, abandono, uso abusivo de substâncias e histórias que nem sempre encontram final feliz.
Internato em Saúde Mental na prática: como é o dia a dia do estágio
A rotina no internato em Saúde Mental é diferente de qualquer outro estágio. Não existe uma sequência rígida de atendimentos ou procedimentos. O dia pode começar com uma roda de conversa, uma visita a leito, uma discussão de caso em equipe ou uma entrevista com paciente e família.
Os casos variam muito. Você pode acompanhar desde pacientes em crises psicóticas, tentativas de suicídio, quadros de abstinência ou surtos ligados ao uso de substâncias, até pessoas com transtornos de humor mais sutis, ansiedade persistente, episódios de insônia, sentimentos de vazio ou perda de interesse pelas coisas.
Nem todo sofrimento é barulhento. Muita gente chega aparentemente bem, articulada, funcional, mas com dores internas que também merecem atenção.
Você vai se ver diante de perguntas difíceis. Como conduzir uma anamnese psiquiátrica sem invadir? O que observar em um paciente que não fala? Como diferenciar um delírio de uma crença rígida? Quando acionar a urgência?
Além do contato direto com os pacientes, o interno costuma participar de reuniões multiprofissionais, discussões clínicas, grupos terapêuticos e atividades de observação. Em muitos momentos, o simples fato de estar presente, acompanhar com atenção e respeitar o tempo do outro já é parte importante do cuidado.
É nesse dia a dia, às vezes caótico, às vezes silencioso, que o aprendizado acontece de verdade.
Como o Afya Whitebook ajuda na rotina de internato em Saúde Mental
No internato em Saúde Mental, é comum se deparar com dúvidas que não surgem só na teoria, mas ali, no meio de uma conversa com o paciente ou durante uma discussão de caso. Como diferenciar um transtorno de personalidade de um transtorno de humor? Quais critérios usar para avaliar risco de suicídio? Quando indicar internação? Como conduzir uma entrevista psiquiátrica do jeito certo?
O Afya Whitebook é um recurso de consulta que realmente acompanha a rotina médica. No internato em Saúde Mental, ele oferece orientações claras sobre condutas, diagnósticos, escalas de avaliação (como PHQ-9, CAGE, MINI) e detalhes práticos que ajudam a agir com mais segurança. Tudo pensado para quem está na ponta, lidando com casos reais.
Durante o estágio, é comum usar o app para:
- Revisar critérios diagnósticos enquanto prepara um caso para discussão
- Consultar escalas clínicas e aplicar na hora da anamnese
- Tirar dúvidas sobre medicamentos ou efeitos adversos
- Confirmar condutas em contextos de urgência
Na prática, o Afya Whitebook ajuda a tirar o peso da incerteza. Ele não substitui a escuta, o vínculo ou o julgamento clínico, mas dá base para que você se sinta mais seguro em decisões que não podem esperar.
Cuidando de você enquanto cuida do outro
Cuidar da saúde mental de outras pessoas é uma responsabilidade grande e, justamente por isso, é fundamental não deixar a sua própria de lado. No internato em Saúde Mental, é fácil se envolver tanto com os casos que você esquece de olhar para si. Mas o cuidado não pode ser unilateral. Estar bem também faz parte da prática clínica.
Por isso, criar pequenas rotinas de preservação emocional é necessário. Aqui vão algumas atitudes que podem fazer diferença no dia a dia:
- Reserve um tempo para você, mesmo que curto. E trate esse tempo com a mesma seriedade que trata um plantão.
- Mantenha uma atividade que lembre quem você é fora do jaleco.
- Fale com colegas. Compartilhar vivências, frustrações e dúvidas alivia e aproxima.
- Não trate o cansaço constante como normal. Respeitar seus limites também é parte do trabalho.
- Encare o autocuidado como parte da sua formação, não como um detalhe opcional.
A saúde mental do paciente importa. A sua também. E lembrar disso, todos os dias, é um gesto de responsabilidade com ambos os lados da escuta.
Internato em Saúde Mental: atitudes que fazem diferença além da técnica
O estudante que passa pelo internato em Saúde Mental precisa desenvolver formas de estar com o outro que vão além da conduta médica. Saber ouvir, respeitar o tempo do paciente e sustentar o silêncio quando for necessário também fazem parte do cuidado.
O dia a dia exige paciência, atenção ao que não é dito e disposição para lidar com falas difíceis sem julgamento. Às vezes, a maior contribuição do interno é estar ali com honestidade, fazer perguntas com respeito, acolher sem tentar resolver tudo de imediato.
Também é importante trabalhar em equipe, trocar com profissionais de outras áreas, reconhecer quando não se sabe e buscar supervisão. Ter iniciativa não significa ter todas as respostas, mas sim mostrar comprometimento com o processo.
O estágio não espera perfeição, mas presença, ética, responsabilidade e abertura para aprender com situações complexas. São essas atitudes que marcam positivamente a vivência e deixam impacto nos pacientes, na equipe e em você mesmo.
E para quando você precisar de apoio clínico rápido, seguro e confiável, o Afya Whitebook está ao seu lado — do conteúdo à conduta.