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Pregabalina: como age, para que serve e quais são suas limitações?

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A pregabalina é um medicamento da classe dos gabapentinoides que atua ligando-se à subunidade α2δ dos canais de cálcio voltagem-dependentes no sistema nervoso central. Essa ligação reduz o influxo de cálcio nos terminais pré-sinápticos e, consequentemente, diminui a liberação de neurotransmissores excitatórios, como glutamato, noradrenalina e substância P, contribuindo para seus efeitos analgésico, anticonvulsivante e ansiolítico. 

Quer entender melhor quando esse medicamento deve ser utilizado e quais são seus principais cuidados? Confira o conteúdo a seguir. 

O que é o medicamento? 

A pregabalina pertence à classe dos gabapentinoides, sendo utilizada no tratamento de diversas condições neurológicas e psiquiátricas. 

Está disponível em diferentes apresentações para uso oral, incluindo: 

  • Cápsulas de 25 mg, 50 mg, 75 mg, 100 mg, 150 mg, 200 mg, 225 mg e 300 mg; 
  • Comprimidos, conforme disponibilidade comercial; 
  • Solução oral em diferentes concentrações, conforme o fabricante. 

Quais são suas indicações de uso? 

A pregabalina está indicada para o tratamento de: 

  • Dor neuropática periférica e central; 
  • Fibromialgia; 
  • Transtorno de ansiedade generalizada; 
  • Terapia adjuvante das crises epilépticas focais. 

Quais são seus cuidados e limitações? 

A única contraindicação absoluta da pregabalina é a hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer componente da formulação. 

Entretanto, alguns cuidados são fundamentais durante seu uso: 

  • A dose deve ser ajustada conforme a função renal, uma vez que a eliminação ocorre predominantemente pelos rins. 
  • O tratamento pode causar tontura, sonolência, visão turva, edema periférico e ganho de peso, especialmente nas primeiras semanas. 
  • Deve-se ter cautela em idosos devido ao maior risco de quedas. 
  • A suspensão da medicação deve ser realizada de forma gradual para reduzir o risco de sintomas de retirada e de piora das crises epilépticas em pacientes com epilepsia. 
  • A pregabalina deve ser utilizada com cautela em pacientes com histórico de abuso ou dependência de substâncias, devido ao potencial de uso inadequado. 
  • Durante a gestação e a lactação, seu uso deve ser individualizado, considerando cuidadosamente os potenciais benefícios e riscos. 

Além disso, algumas formulações podem conter lactose, exigindo atenção em pacientes com intolerância hereditária à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glicose-galactose. 

Do consultório à prática médica 

Homem de 62 anos com diabetes mellitus tipo 2 refere dor em queimação nos pés há seis meses, associada a formigamento e piora noturna, interferindo no sono. Ao exame físico, apresenta redução da sensibilidade vibratória e dolorosa distal, sem sinais de doença arterial periférica. 

Conduta: iniciar pregabalina para o tratamento da dor neuropática diabética, realizando ajuste da dose conforme a função renal e orientando o paciente sobre possíveis efeitos adversos, como sonolência e tontura, principalmente no início do tratamento. 

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