O oxalato de escitalopram é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). Seu mecanismo de ação consiste na inibição seletiva da recaptação da serotonina (5-HT), aumentando sua disponibilidade na fenda sináptica e contribuindo para a melhora dos sintomas depressivos e ansiosos.
Quer entender melhor quando esse medicamento é indicado e quais são seus principais cuidados de uso? Confira o conteúdo a seguir.
O que é o medicamento?
O oxalato de escitalopram pertence à classe dos ISRS, considerada tratamento de primeira linha para diversos transtornos depressivos e de ansiedade devido à sua eficácia e ao perfil de segurança favorável.
As principais apresentações disponíveis são:
- Comprimidos revestidos de 10 mg, 15 mg e 20 mg;
- Comprimidos orodispersíveis de 5 mg, 10 mg, 15 mg e 20 mg;
- Solução oral de 20 mg/mL.
Quais são suas indicações de uso?
O oxalato de escitalopram é indicado para o tratamento de:
- Transtorno depressivo maior;
- Transtorno do pânico, com ou sem agorafobia;
- Transtorno de ansiedade generalizada;
- Transtorno de ansiedade social (fobia social);
- Transtorno obsessivo-compulsivo.
Quais são seus cuidados e limitações?
O oxalato de escitalopram é contraindicado nas seguintes situações:
- Hipersensibilidade ao escitalopram ou a qualquer componente da formulação;
- Uso concomitante com inibidores da monoaminoxidase (IMAO) não seletivos irreversíveis, devido ao risco de síndrome serotoninérgica;
- Uso concomitante com pimozida;
- Pacientes com síndrome congênita do QT longo ou prolongamento conhecido do intervalo QT;
- Uso concomitante com medicamentos que prolongam significativamente o intervalo QT.
Além das contraindicações, alguns cuidados devem ser considerados durante o tratamento:
- O risco de síndrome serotoninérgica aumenta quando o escitalopram é associado a outros medicamentos serotoninérgicos, como IMAOs, linezolida, triptanos, tramadol e lítio.
- O tratamento pode causar disfunção sexual, náuseas, cefaleia, insônia ou sonolência, principalmente nas primeiras semanas.
- A suspensão deve ser realizada de forma gradual para reduzir o risco de síndrome de descontinuação.
- Pacientes jovens devem ser monitorados quanto ao surgimento ou piora de ideação suicida no início do tratamento.
- Deve-se ter cautela em pacientes com fatores de risco para hiponatremia, especialmente idosos e usuários de diuréticos.
Do consultório à prática médica
Mulher de 34 anos procura atendimento por humor deprimido há três meses, perda de interesse pelas atividades habituais, fadiga, insônia inicial e dificuldade de concentração. Nega sintomas de mania, uso de substâncias ou ideação suicida. Após avaliação clínica e psiquiátrica, é diagnosticada com transtorno depressivo maior, sem características psicóticas.
Conduta: iniciar oxalato de escitalopram como tratamento farmacológico de primeira linha, associado à psicoterapia quando indicada.