A desloratadina é um anti-histamínico de segunda geração que atua por meio do bloqueio seletivo dos receptores histamínicos H1 periféricos. Dessa forma, reduz os efeitos da histamina liberada durante as reações alérgicas, aliviando sintomas como espirros, rinorreia, prurido e urticária. Por apresentar baixa penetração no sistema nervoso central, está associada a menor risco de sedação quando comparada aos anti-histamínicos de primeira geração.
Quer entender melhor quando esse medicamento deve ser utilizado e quais são seus principais cuidados? Confira o conteúdo a seguir.
O que é o medicamento?
A desloratadina pertence à classe dos anti-histamínicos H1 de segunda geração e está disponível em diferentes apresentações, permitindo seu uso em adultos e crianças.
As principais apresentações incluem:
- Comprimido revestido de 5 mg;
- Xarope de 0,5 mg/mL;
- Solução oral de 1,25 mg/mL;
- Comprimido orodispersível de 2,5 mg e 5 mg.
Quais são suas indicações de uso?
A desloratadina é indicada principalmente para o tratamento sintomático de:
- Rinite alérgica (intermitente ou persistente);
- Urticária.
Nessas condições, promove alívio de sintomas como espirros, rinorreia, prurido nasal, prurido ocular, lacrimejamento e lesões urticariformes, podendo ser utilizada tanto em adultos quanto em pacientes pediátricos, conforme a apresentação e a faixa etária aprovadas.
Quais são seus cuidados e limitações?
A principal contraindicação da desloratadina é a hipersensibilidade à própria substância, à loratadina ou a qualquer componente da formulação.
Embora seja considerada um anti-histamínico pouco sedativo, alguns pacientes podem apresentar sonolência ou redução do estado de alerta. Por esse motivo, recomenda-se cautela ao dirigir veículos ou operar máquinas até que seja conhecida a resposta individual ao medicamento.
Também é importante considerar as características de cada formulação, que podem conter excipientes como sacarose, lactose, benzoato de sódio ou corantes, exigindo atenção em pacientes com restrições específicas.
Do consultório à prática médica
Mulher de 29 anos procura atendimento por espirros frequentes, rinorreia hialina, prurido nasal e ocular há duas semanas, com piora durante a limpeza da casa. Nega febre, secreção nasal purulenta ou dor facial. Ao exame físico, apresenta mucosa nasal pálida e edemaciada, compatível com rinite alérgica.
Conduta: iniciar desloratadina para controle dos sintomas, associando orientações sobre controle ambiental. Nos casos de rinite moderada a grave ou com obstrução nasal importante, considerar a associação de corticosteroide intranasal, conforme as recomendações das diretrizes.